segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Relatório do Avançando na Prática - TP 5, Unidade 20

Esta atividade foi realizada na turma da 8ª A, turno manhã, no dia 23/10/09, em duas aulas de cinquenta minutos.
A atividade foi planejada após a leitura da Unidade sobre Coesão Textual. Foram selecionados textos de gêneros diversos e recortados pedaços dos textos com unidade semântica. Em seguida esses pedaços foram embaralhados e colocados em envelopes numerados.
A turma foi dividida em grupos e foram sorteados os envelopes para cada grupo. Em seguida os alunos foram orientados a organizar seus respectivos textos numa sequência coesa, observando o sentido do que vem antes ou depois de cada momento do texto, colando os pedaços numa folha separada.
Foi esclarecido aos alunos que a capacidade de entender as relações entre as partes de um texto é a Coesão Textual e que ela seria fundamental nesta atividade, onde não havia pistas para se chegar ao texto pronto. A grande questão era justamente fazer isso se utilizando apenas dos prováveis sentidos que cada pedaço teria no texto. A ideia de começo, meio e fim seria imprescindível nesta atividade.
A partir daí os grupos foram criando suas estratégias e montando seus “quebra-cabeças”. Havia textos informativos e textos poéticos, sendo alguns narrativos. Os grupos dos textos poéticos tiveram mais dificuldade que os grupos dos textos informativos, justamente pela maior gama de possibilidades semânticas que a poesia apresenta.
Ao final da montagem houve a leitura para toda a sala dos textos que cada grupo havia montado. À medida que iam sendo lidos os textos dos grupos, iam sendo lidos também os textos originais e sendo feitas as devidas comparações coletivamente.
Para finalizar um dos textos foi copiado no quadro ao lado do seu texto original. O objetivo era que os alunos percebessem detalhadamente as relações entre as partes do texto e os erros cometidos. Isso foi feito sem qualquer constrangimento para o grupo porque os alunos perceberam a importância de ver estes detalhes para compreender o que estava sendo dito apenas oralmente.
A questão da pontuação mereceu destaque. Foi lembrado aos grupos que muitos erros foram cometidos porque os alunos não observaram a pontuação dos pedaços que se completavam, ignorando regras básicas. A questão das letras maiúsculas e minúsculas também passou despercebida por alguns grupos.
No geral, a avaliação da atividade foi positiva. Os alunos gostaram da “brincadeira de quebra-cabeças” e se apropriaram consideravelmente do conteúdo que estava sendo proposto.

Relatório do Avançando na Prática - TP 5, Unidade 18

Esta atividade foi realizada na turma da 8ª A, turno manhã, no dia 26/10/09, em uma aula de cinquenta minutos.
A atividade foi planejada após a leitura da Unidade sobre Coerência Textual. Foram feitas cópias de tirinhas variadas e retiradas as falas dos balões de diálogo. Em seguida foi solicitado aos alunos que formassem grupos e elaborassem falas para os balões em branco, observando atentamente as imagens das tirinhas.
Os alunos foram orientados a extrair das imagens e expressões faciais dos personagens o máximo possível de informações implícitas que pudessem dar pistas a respeito do que caberia ser falado.
Foi justamente neste ponto que se chegou à questão da Coerência Textual. Foi esclarecido aos alunos que dar sentido às coisas, dentro dos seus respectivos contextos, é ser coerente. Da mesma forma podemos agir com relação aos textos: tudo aquilo que permite ao texto ter sentido dentro de um universo mais amplo e ser compreendido com verossimilhança está relacionado com a Coesão Textual.
A partir desta conversa, os alunos criaram suas falas coletivamente. Foi visível a dificuldade, por parte de alguns grupos, de trabalhar a partir da visão do outro e considerar a opinião do colega. Em muitos grupos apenas algumas pessoas envolveram-se diretamente na atividade.
Outra questão bastante perceptível foram os problemas relacionados justamente à competência relacionada à Coerência Textual. Alguns grupos cometeram erros porque simplesmente não tinham a experiência leitora e o conhecimento de mundo necessários para extrair algumas informações implícitas nas imagens, prejudicando a coerência das falas quando relacionadas aos reais contextos daqueles personagens.
Apesar disso, a avaliação da atividade foi positiva. O produto final mostrou que os alunos, de uma maneira geral, elaboraram suas falas observando o contexto e se utilizando de todas as ferramentas que a imagem e o humor característico dos quadrinhos podem fornecer.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Relatório do Avançando na Prática - TP 4, Unidade 16


Esta atividade foi realizada na turma da 8ª A, turno manhã, no dia 25/09/09, em duas aulas de cinquenta minutos.
A atividade foi planejada após a leitura da Unidade sobre Produção de texto. Foram feitas cópias do texto sugerido para a atividade com algumas informações sobre o chauá, um papagaio ameaçado de extinção. Também foi impressa uma imagem do chauá e fixada no quadro. Foi escrita no quadro uma lista com outros animais ameaçados de extinção. Também foram elaborados modelos de cartões postais e foi confeccionada com caixa de sapato e papéis coloridos uma pequena caixa de correio. Lápis de cor ficaram à disposição.
O texto sobre o chauá foi lido em voz alta e por toda a turma. Em seguida houve uma conversa sobre o texto, sobre sua estrutura, e, principalmente, sobre sua temática, ressaltando a extinção de animais e o tráfico de animais silvestres como alguns dos maiores problemas ambientais da atualidade. Em seguida foi apreciada a imagem do chauá e lida a lista com outros animais ameaçados de extinção.
Logo após a conversa, foi proposta a atividade de produção de cartões postais para colegas da sala. Os alunos deveriam imaginar que estavam em algum lugar onde houvesse algum animal em extinção e basear a ilustração do seu postal nesta informação, desenhando e pintando o cenário imaginado.
Foi orientado que o texto do postal deveria conter, além da estrutura característica deste gênero textual, informações a respeito do animal em extinção escolhido e seu habitat. A situação sócio-comunicativa do postal foi enfatizada, sendo explicado aos alunos que era necessário imaginar que estavam em viagem e contando novidades aos destinatários dos postais. Eles deveriam depositar os postais na “caixa de correio”, para serem posteriormente entregue aos colegas.
Após todos terem terminado e postado seus cartões-postais, um aluno ofereceu-se para ser o “carteiro” e entregar as mensagens aos destinatários. Todos receberam suas mensagens, mostraram uns aos outros e fizeram comentários a respeito da atividade.
A avaliação da atividade foi a melhor possível. Os alunos gostaram da temática do texto e gostaram muito de produzir os postais. Todos, sem exceção, se empenharam muito em produzir os textos e fazer os desenhos. A “ilustração” da atividade, com o modelo dos postais já pronto e bem semelhante a um postal real, bem como a caixa de correio, aproximaram o imaginário do real, estimulando os alunos, que sentiram-se empolgados em participar.

Relatório do Avançando na Prática - TP 4, Unidade 14

Esta atividade foi realizada na turma da 8ª A, turno manhã, no dia 25/09/09, numa aula de cinquenta minutos.
A atividade foi planejada após a leitura da Unidade sobre os significados do texto. A poesia “Cidadezinha qualquer”, de Carlos Drummond de Andrade, foi escrita num cartaz grande e fixada no quadro.
A poesia foi lida em voz alta e por toda a turma. Em seguida foi solicitado a alguns alunos que lessem a biografia de Drummond que foi trabalhada em outro Avançando na Prática (TP3, Unidade 9).
Depois houve uma conversa sobre a poesia e sobre os elementos da biografia de Drummond que se relacionavam de alguma maneira com a temática trabalhada na poesia. Os alunos identificaram a cidadezinha citada no poema como sendo possivelmente a própria Itabira (cidade natal de Drummond), na primeira metade do século passado.
Em seguida alguns alunos identificaram no texto semelhanças nas características da “cidadezinha qualquer” com a sua própria cidade, já que Vertentes é uma cidade pequena e de população reduzida. Muitos alunos, entretanto, ressaltaram também as diferenças, observando que a aparente apatia da cidade fictícia não acontece em sua cidade.
Aproveitando o teor da conversa, surgiu um questionamento a respeito da relação que eles mantinham com a sua própria cidade. Muitos responderam que gostavam de sua cidade, outros disseram que não estavam satisfeitos, que gostariam de viver em outro lugar.
Foi então que foi solicitado aos alunos que produzissem um pequeno texto seguindo a fórmula “Minha cidade ideal é...”. Eles deveriam descrever esta cidade, que poderia ser real ou imaginária, a partir das discussões que a poesia “Cidadezinha qualquer” inspirou.
Avaliando a atividade, foi interessante perceber que os alunos acompanharam a discussão satisfatoriamente, expondo ideias e dando opiniões. Após sugestões e estímulos, as inferências a respeito da estilística e dos sentidos explícitos e implícitos na poesia também foram feitas. A produção textual também foi avaliada positivamente.

Relatório do Avançando na Prática - TP 3, Unidade 11

Esta atividade foi realizada na turma da 8ª A, turno manhã, no dia 21/09/09, numa aula de cinquenta minutos.
A atividade foi planejada após a leitura da Unidade sobre os Tipos textuais. Foram imaginados objetos de descrição difícil e em seguida foram feitas várias fichas com os nomes destes objetos.
A classe foi dividida em dois grupos, meninas e meninos. Tal divisão foi escolhida por haver um número bem equilibrado de alunos de ambos os sexos. Em seguida foi explicada a atividade: seria um jogo em que um representante de cada grupo iria à frente dos colegas do seu grupo e, após pegar uma ficha com o nome de um determinado objeto, descreveria o tal objeto da melhor forma que pudesse, sem gesticular, no espaço máximo de tempo de um minuto, até que sua equipe descobrisse qual era o objeto. Ganharia a equipe que conseguisse descrever corretamente o maior número de objetos.
O jogo aconteceu com os representantes fazendo as descrições com informações sobre os objetos do tipo: tamanho, cor, forma, material de que é feito, onde é encontrado e para que serve. O resultado foi equilibrado, com os meninos vencendo as meninas por apenas um ponto de diferença.
Terminado o jogo, houve uma breve conversa sobre a descrição: sua finalidade nos textos e suas características de organização textual. Usando como base a forma como os alunos se expressaram durante o jogo, analisou-se como são feitas as descrições.
Em seguida, foi solicitado que os alunos produzissem um pequeno texto descrevendo algum objeto da sua escolha, dando informações de modo a só ser possível a “descoberta” do objeto no final do texto.
Como não houve tempo suficiente para o texto ser produzido na sala, a atividade ficou para ser feita em casa. No dia seguinte todos os alunos trouxeram suas produções de texto, e todas bem de acordo com a proposta.
A avaliação da atividade foi positiva. Os alunos gostaram muito do jogo e da dinâmica da aula. Muitos deles inclusive pediram que a atividade fosse realizada novamente. Eles também gostaram de produzir os textos descritivos.
O ponto negativo foi apenas quanto ao fator tempo. Mas este é um aspecto que certamente estará sempre presente, uma vez que são muitas atividades a serem realizadas em tempo muito curto.

Relatório do Avançando na Prática - TP 3, Unidade 9

Esta atividade foi realizada na turma da 8ª A, turno manhã, no dia 15/09/09, numa aula de cinquenta minutos.
A atividade foi planejada após a leitura da Unidade sobre o conhecimento intuitivo dos gêneros textuais. Foram coletados textos biográficos curtos, recortados e montados numa folha que serviu como matriz para xerocar todo o material para cada aluno da turma.
Foram entregues os textos, lidos coletivamente e em seguida houve uma indagação a respeito dos elementos comuns aos três textos. Os alunos responderam com algumas das características comuns ao gênero textual biografia: informações sobre uma determinada pessoa, tais como local e ano de nascimento, dados sobre a família, sobre a ocupação e o trabalho, características físicas e de personalidade, principais feitos e obras, etc.
Em seguida os alunos foram questionados se conheciam tal gênero textual e se sabiam o seu nome formal. Muitos responderam que conheciam tal formato textual, mas não sabiam o nome.
Foi dito aos alunos que este era o gênero textual Biografia, qual era a sua finalidade e a situação sócio-comunicativa em que ela normalmente aparecia. Depois foram relembradas as características do gênero, segundo o que eles mesmos identificaram nos textos lidos.
Em seguida foi ressaltado que apesar de vermos normalmente biografias de pessoas importantes ou conhecidas, este gênero se presta ao conhecimento da vida de qualquer pessoa. Nesse contexto, foi solicitado que os alunos produzissem textos biográficos sobre si próprios, mas em 3ª pessoa. Como não havia tanto tempo, a sugestão foram textos curtos. Os alunos produziram os textos e entregaram ao final da aula.
Analisando a atividade, o que ficou bem evidente foi que o tempo curto atrapalhou um pouco o andamento, sobretudo a produção dos textos. Tal pressa se deve ao fato de haver muitos conteúdos do currículo regular pendentes, além de haver também muitos outros conteúdos do próprio Gestar que ainda precisam ser vivenciados. Apesar disso, a atividade pode ser avaliada positivamente, tanto pela boa receptividade dos alunos, quanto pelo produto final, que foi satisfatório.
Foi possível perceber como os alunos são realmente capazes de conhecer intuitivamente muitos gêneros textuais, apesar de não saber sua nomenclatura formal.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Memorial

Minha história com as Letras é antiga. Pertenço a uma família simples e grande, onde sou a caçula de seis filhas. Minha mãe foi professora por toda uma vida e meu pai exerceu esta profissão por algum tempo também. Minha irmã Lúcia Helena é professora há cerca de quinze anos. O apreço pelas letras e livros talvez tenha, na minha vida, um quê de hereditário.
Meu primeiro contato com as letras começa mais ou menos pelos anos de 1989, em Recife. Comecei a ter este contato quando minha irmã Lúcia me apresentou os primeiros livros e gibis. Ela também me mostrou as letras e “pedacinhos”, sendo, de fato, a minha alfabetizadora. Li minha primeira frase completa em casa, mais ou menos aos cinco anos.
Comecei a freqüentar a escola cerca de um ano depois. Esta foi uma experiência gratificante para mim, por toda a vida. Do pré-escolar ao segundo ano do Ensino Médio estudei em escolas públicas e todas elas me ensinaram muito. Tive a sorte de estudar em boas escolas públicas e com bons professores. Também sempre fui uma aluna interessada e ávida em aprender.
O ambiente de estudo na verdade se estendia muitas vezes à minha própria casa. Nas conversas de minha mãe e sobretudo nas aulas particulares “de reforço” que minha irmã dava na mesa da sala de jantar, todas as noites. Meu pai sempre leu muito, assim como algumas de minha irmãs.
Na escola, sempre gostei das áreas de Linguagens e Ciências Humanas. Nunca fui mais que mediana em Matemática e áreas afins, tendo passado inclusive por muitos apertos de final de ano.
A leitura sempre esteve presente. Minha primeira paixão foram os gibis da Turma da Mônica, passando depois pelos pequenos contos e poesias, em seguida pelos livros de histórias de aventura e suspense, depois pelos clássicos da Literatura e da poesia, até os grandes romances históricos, que são a minha mania atual.
A escola onde estudei o primário, chamada Marcelino Champagnat, possuía uma biblioteca grande e recheada de maravilhosos livros. Desde o primeiro momento eu amei aquele ambiente, que para mim era como que tirado das histórias que eu lia: mágico, belo e cheio de segredos e mistérios. O Liceu, que foi a escola onde estudei da 5ª série ao 2º ano do Ensino Médio, não possuía biblioteca, mas existiu lá por um bom tempo um projeto de Leitura chamado “O Clube do Livro”, onde uma sala ficava aberta e repleta de livros amontoados em cima de mesas, e nós tínhamos o período do recreio para escolher os livros que queríamos e pegá-los para empréstimo. O livro era retirado e devolvido mediante o preenchimento de uma ficha onde tínhamos que responder informações como autor, título e tema do livro. Foi um período maravilhoso, em que eu não me importava de perder o lanche para pegar livros novos. Aliás, eu penso que a minha fome de leitura era imensamente maior que a fome física!
Quando adolescente, tornei-me escritora. Escrevia poesias para cada um dos sentimentos e acontecimentos de minha pequena vida em ebulição. Assim que estes confusos sentimentos e acontecimentos passaram, as poesias também se foram, como que levadas pelo vento. Deixei de escrever.
Quando terminei a escola, pensei muito em fazer Letras. Tinha tudo a ver com meu gosto pela leitura, mas por outro lado me assustava que o curso fosse cheio de disciplinas de Língua Portuguesa pura, com todas aquelas regras gramaticais. Acabei fazendo História na Universidade Federal de Pernambuco, uma área que sempre gostei também. O curso foi riquíssimo e as leituras muito fecundas também.
Me formei em 2007 e neste mesmo ano entrei na Prefeitura do Recife, só que na área administrativa. Trabalho na Escola Municipal Pais e Filhos, onde atualmente desenvolvo um projeto de Jornal Escolar com as turmas de 1ª a 4ª série.
Entrei para o Estado como professora da Escola Gil Rodrigues em 2008. Apesar da minha formação em História, estou lecionando várias disciplinas em várias turmas, sendo uma delas Português na 8ª série. Um desafio, que, apesar das minhas dificuldades e déficits, me fez remexer nas gavetas da memória e lembrar do meu amor pelas letras. Um amor antigo que agora me acompanha diariamente e exige dedicação total e amor em dobro. Pelas letras e pela possibilidade de “contagiar” novos amantes.