Minha história com as Letras é antiga. Pertenço a uma família simples e grande, onde sou a caçula de seis filhas. Minha mãe foi professora por toda uma vida e meu pai exerceu esta profissão por algum tempo também. Minha irmã Lúcia Helena é professora há cerca de quinze anos. O apreço pelas letras e livros talvez tenha, na minha vida, um quê de hereditário.
Meu primeiro contato com as letras começa mais ou menos pelos anos de 1989, em Recife. Comecei a ter este contato quando minha irmã Lúcia me apresentou os primeiros livros e gibis. Ela também me mostrou as letras e “pedacinhos”, sendo, de fato, a minha alfabetizadora. Li minha primeira frase completa em casa, mais ou menos aos cinco anos.
Comecei a freqüentar a escola cerca de um ano depois. Esta foi uma experiência gratificante para mim, por toda a vida. Do pré-escolar ao segundo ano do Ensino Médio estudei em escolas públicas e todas elas me ensinaram muito. Tive a sorte de estudar em boas escolas públicas e com bons professores. Também sempre fui uma aluna interessada e ávida em aprender.
O ambiente de estudo na verdade se estendia muitas vezes à minha própria casa. Nas conversas de minha mãe e sobretudo nas aulas particulares “de reforço” que minha irmã dava na mesa da sala de jantar, todas as noites. Meu pai sempre leu muito, assim como algumas de minha irmãs.
Na escola, sempre gostei das áreas de Linguagens e Ciências Humanas. Nunca fui mais que mediana em Matemática e áreas afins, tendo passado inclusive por muitos apertos de final de ano.
A leitura sempre esteve presente. Minha primeira paixão foram os gibis da Turma da Mônica, passando depois pelos pequenos contos e poesias, em seguida pelos livros de histórias de aventura e suspense, depois pelos clássicos da Literatura e da poesia, até os grandes romances históricos, que são a minha mania atual.
A escola onde estudei o primário, chamada Marcelino Champagnat, possuía uma biblioteca grande e recheada de maravilhosos livros. Desde o primeiro momento eu amei aquele ambiente, que para mim era como que tirado das histórias que eu lia: mágico, belo e cheio de segredos e mistérios. O Liceu, que foi a escola onde estudei da 5ª série ao 2º ano do Ensino Médio, não possuía biblioteca, mas existiu lá por um bom tempo um projeto de Leitura chamado “O Clube do Livro”, onde uma sala ficava aberta e repleta de livros amontoados em cima de mesas, e nós tínhamos o período do recreio para escolher os livros que queríamos e pegá-los para empréstimo. O livro era retirado e devolvido mediante o preenchimento de uma ficha onde tínhamos que responder informações como autor, título e tema do livro. Foi um período maravilhoso, em que eu não me importava de perder o lanche para pegar livros novos. Aliás, eu penso que a minha fome de leitura era imensamente maior que a fome física!
Quando adolescente, tornei-me escritora. Escrevia poesias para cada um dos sentimentos e acontecimentos de minha pequena vida em ebulição. Assim que estes confusos sentimentos e acontecimentos passaram, as poesias também se foram, como que levadas pelo vento. Deixei de escrever.
Quando terminei a escola, pensei muito em fazer Letras. Tinha tudo a ver com meu gosto pela leitura, mas por outro lado me assustava que o curso fosse cheio de disciplinas de Língua Portuguesa pura, com todas aquelas regras gramaticais. Acabei fazendo História na Universidade Federal de Pernambuco, uma área que sempre gostei também. O curso foi riquíssimo e as leituras muito fecundas também.
Me formei em 2007 e neste mesmo ano entrei na Prefeitura do Recife, só que na área administrativa. Trabalho na Escola Municipal Pais e Filhos, onde atualmente desenvolvo um projeto de Jornal Escolar com as turmas de 1ª a 4ª série.
Entrei para o Estado como professora da Escola Gil Rodrigues em 2008. Apesar da minha formação em História, estou lecionando várias disciplinas em várias turmas, sendo uma delas Português na 8ª série. Um desafio, que, apesar das minhas dificuldades e déficits, me fez remexer nas gavetas da memória e lembrar do meu amor pelas letras. Um amor antigo que agora me acompanha diariamente e exige dedicação total e amor em dobro. Pelas letras e pela possibilidade de “contagiar” novos amantes.
Meu primeiro contato com as letras começa mais ou menos pelos anos de 1989, em Recife. Comecei a ter este contato quando minha irmã Lúcia me apresentou os primeiros livros e gibis. Ela também me mostrou as letras e “pedacinhos”, sendo, de fato, a minha alfabetizadora. Li minha primeira frase completa em casa, mais ou menos aos cinco anos.
Comecei a freqüentar a escola cerca de um ano depois. Esta foi uma experiência gratificante para mim, por toda a vida. Do pré-escolar ao segundo ano do Ensino Médio estudei em escolas públicas e todas elas me ensinaram muito. Tive a sorte de estudar em boas escolas públicas e com bons professores. Também sempre fui uma aluna interessada e ávida em aprender.
O ambiente de estudo na verdade se estendia muitas vezes à minha própria casa. Nas conversas de minha mãe e sobretudo nas aulas particulares “de reforço” que minha irmã dava na mesa da sala de jantar, todas as noites. Meu pai sempre leu muito, assim como algumas de minha irmãs.
Na escola, sempre gostei das áreas de Linguagens e Ciências Humanas. Nunca fui mais que mediana em Matemática e áreas afins, tendo passado inclusive por muitos apertos de final de ano.
A leitura sempre esteve presente. Minha primeira paixão foram os gibis da Turma da Mônica, passando depois pelos pequenos contos e poesias, em seguida pelos livros de histórias de aventura e suspense, depois pelos clássicos da Literatura e da poesia, até os grandes romances históricos, que são a minha mania atual.
A escola onde estudei o primário, chamada Marcelino Champagnat, possuía uma biblioteca grande e recheada de maravilhosos livros. Desde o primeiro momento eu amei aquele ambiente, que para mim era como que tirado das histórias que eu lia: mágico, belo e cheio de segredos e mistérios. O Liceu, que foi a escola onde estudei da 5ª série ao 2º ano do Ensino Médio, não possuía biblioteca, mas existiu lá por um bom tempo um projeto de Leitura chamado “O Clube do Livro”, onde uma sala ficava aberta e repleta de livros amontoados em cima de mesas, e nós tínhamos o período do recreio para escolher os livros que queríamos e pegá-los para empréstimo. O livro era retirado e devolvido mediante o preenchimento de uma ficha onde tínhamos que responder informações como autor, título e tema do livro. Foi um período maravilhoso, em que eu não me importava de perder o lanche para pegar livros novos. Aliás, eu penso que a minha fome de leitura era imensamente maior que a fome física!
Quando adolescente, tornei-me escritora. Escrevia poesias para cada um dos sentimentos e acontecimentos de minha pequena vida em ebulição. Assim que estes confusos sentimentos e acontecimentos passaram, as poesias também se foram, como que levadas pelo vento. Deixei de escrever.
Quando terminei a escola, pensei muito em fazer Letras. Tinha tudo a ver com meu gosto pela leitura, mas por outro lado me assustava que o curso fosse cheio de disciplinas de Língua Portuguesa pura, com todas aquelas regras gramaticais. Acabei fazendo História na Universidade Federal de Pernambuco, uma área que sempre gostei também. O curso foi riquíssimo e as leituras muito fecundas também.
Me formei em 2007 e neste mesmo ano entrei na Prefeitura do Recife, só que na área administrativa. Trabalho na Escola Municipal Pais e Filhos, onde atualmente desenvolvo um projeto de Jornal Escolar com as turmas de 1ª a 4ª série.
Entrei para o Estado como professora da Escola Gil Rodrigues em 2008. Apesar da minha formação em História, estou lecionando várias disciplinas em várias turmas, sendo uma delas Português na 8ª série. Um desafio, que, apesar das minhas dificuldades e déficits, me fez remexer nas gavetas da memória e lembrar do meu amor pelas letras. Um amor antigo que agora me acompanha diariamente e exige dedicação total e amor em dobro. Pelas letras e pela possibilidade de “contagiar” novos amantes.